Girafas são mamíferos ruminantes nativos da África. Com as suas populações naturais diminuindo cerca de 40% nos últimos 30 anos, as girafas têm o status de “vulnerável” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Durante muito tempo, as girafas foram consideradas pertencentes a uma única espécie, Giraffa camelopardalis, embora estudos recentes sugiram a existência de quatro espécies e sete subespécies com distribuição distinta. Em novembro de 2021, 18 girafas supostamente provenientes de populações selvagens da África do Sul chegaram ao Brasil para serem utilizadas em um projeto de conservação. Logo após sua chegada, problemas com o manejo em cativeiro levaram a Polícia Federal a abrir uma investigação sobre maus-tratos e irregularidades no processo de importação. O material biológico das girafas foi enviado ao Laboratório de DNA da Polícia Federal para identificação das espécies e possíveis inferências sobre a sua origem geográfica por meio do sequenciamento de fragmentos da subunidade I dos genes mitocondriais citocromo c oxidase (COI) e citocromo b (cyt b). Embora não possam ser considerados conclusivos e apontem para a necessidade de mais estudos, os resultados mostraram que as girafas eram mais semelhantes a indivíduos de populações que ocorrem naturalmente no sul do continente africano.
Giraffes are ruminant mammals native to Africa. With their natural populations declining by around 40% over the last 30 years, giraffes have a “vulnerable” status on the International Union for Conservation of Nature Red List. For a long time, giraffes were considered to belong to a single species, Giraffa camelopardalis, although recent studies suggest the existence of four species and seven subspecies, with distinct distribution. In November 2021, 18 giraffes supposedly coming from wild populations of South Africa arrived in Brazil to be used in a conservation project. Shortly after their arrival, problems with their management in captivity led the Brazilian Federal Police to open an investigation into mistreatment and irregularities in the import process. Biological material from the giraffes was sent to the Federal Police DNA Laboratory for species identification and possible inferences about geographical origin through sequencing of fragments of the subunit I of cytochrome c oxidase (COI) and cytochrome b (cyt b) mitochondrial genes. Although not conclusive and indicate the need for further studies, the results showed that the giraffes were more similar to individuals from populations that occur naturally in the south of the African continent.
Girafas são mamíferos ruminantes nativos da África. Com as suas populações naturais diminuindo cerca de 40% nos últimos 30 anos, as girafas têm o status de “vulnerável” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Durante muito tempo, as girafas foram consideradas pertencentes a uma única espécie, Giraffa camelopardalis, embora estudos recentes sugiram a existência de quatro espécies e sete subespécies com distribuição distinta. Em novembro de 2021, 18 girafas supostamente provenientes de populações selvagens da África do Sul chegaram ao Brasil para serem utilizadas em um projeto de conservação. Logo após sua chegada, problemas com o manejo em cativeiro levaram a Polícia Federal a abrir uma investigação sobre maus-tratos e irregularidades no processo de importação. O material biológico das girafas foi enviado ao Laboratório de DNA da Polícia Federal para identificação das espécies e possíveis inferências sobre a sua origem geográfica por meio do sequenciamento de fragmentos da subunidade I dos genes mitocondriais citocromo c oxidase (COI) e citocromo b (cyt b). Embora não possam ser considerados conclusivos e apontem para a necessidade de mais estudos, os resultados mostraram que as girafas eram mais semelhantes a indivíduos de populações que ocorrem naturalmente no sul do continente africano.